Toda a vida humana começa, pelo menos até agora, da junção de duas partes complementares dos sexos opostos. Essas células sexuais, os gâmetas, são fundamentais para o começo de toda a vida racional que se conhece. No entanto, se houver algum distúrbio a nível da regulação dos mecanismos que formam, desenvolvem e preparam as células para serem gâmetas, a fecundação torna-se difícil de suceder ou até impossível.

sábado, 1 de dezembro de 2012

Influência da obesidade na produção de testosterona



A obesidade mórbida altera níveis de hormonas sexuais
A obesidade de grande porte, com índice de massa corporal acima de 40kg/m², é prejudicial para a fertilidade masculina. O obeso mórbido pode conservar a capacidade erétil, pode ter libido normal, mas tanto o teor de hormônio masculino quanto a quantidade de espermatozóides podem estar em níveis baixos. Isso leva o obeso a ser considerado como relativamente infértil.
Mecanismo da infertilidade do obeso mórbido
A secreção de testosterona é realizada por um grupo de células especializadas do testículo, chamadas de células de Leydig. Estas sob influência das hormonas da hipófise (LH e FSH) são estimuladas a secretar testosterona. Por outro lado, as hormonas da hipófise são essenciais para o estímulo de células germinativas culminando em reserva normal de espermatozóides.
Para a fertilidade masculina há necessidade de que o número de espermatozóides a cada ejaculação atinja valores ideais. A testosterona também estimula a espermatogénese além de manter intacta a libido (desejo sexual) e o mecanismo de ereção. No entanto pequena porção da testosterona é transformada numa hormona feminina (estradiol) em condições normais. Tal fenómeno é realizado por uma enzima chamada aromatase. Quando o homem chega a peso muito acima do normal, acima de 140-160 quilos, e índice de massa corporal maior do que 40kg/m², elevam-se os níveis desta enzima aromatase.
Consequentemente maior quantidade de testosterona é transformada em estradiol. E assim, o excesso de estradiol irá bloquear a hipófise (diminuem os estímulos para o testículo produzir testosterona e espermatozóides). Além disso, o excesso de estradiol pode induzir aumento de mamas, reduzir a libido, causar disfunção erétil e infertilidade.
 O tratamento da infertilidade do obeso
É óbvio que o primeiro passo a ser dado seria a redução de peso por métodos clínicos (dieta hipocalórica, medicações apropriadas, exercícios aeróbicos) ou por opção a métodos cirúrgicos (cirurgia para redução de peso). Além disso, o médico pode usar medicamento que inibe a tal enzima chamada aromatase.
Este medicamento (anastrazol) bloqueando a aromatase irá impedir a conversão de testosterona em estradiol. Com a queda do estradiol a hipófise volta a funcionar produzindo LH e FSH, hormonas que estimulam os testículos a produzirem espermatozóides e testosterona. Em poucos meses, mesmo com perda de peso modesta de 10 a 20kg a nova configuração hormonal de queda de estradiol e maior secreção de testosterona irá restaurar o vigor masculino e maior produção de espermatozóides.




Fonte: http://veja.abril.com.br/blog/nutricao-homo-obesus/obesidade/obesidade-morbida-e-infertilidade-masculina/
Imagem:  http://www.brasilesaude.com.br/reposicao-hormonal/

Análise: 
Depois de lido o artigo supra-mencionado, compreende-se que, em homens com excesso de peso, a manifestação e desenvolvimento dos caracteres sexuais secundários masculinos se desenvolvam mal, até mesmo a não se desenvolverem completamente, dando origem ao crescimento dos seios e até de acordo com outras fontes, é natural os níveis de testosterona diminuírem com a idade, mas num obeso de qualquer idade, a perda de testosterona é semelhante à que seria perdida se fosse dez anos mais velho e fisicamente saudável. A título de curiosidade, nas adolescentes com excesso de peso acontece exactamente o oposto: os seus níveis de testosterona aumentam duas a nove vezes o esperado. 

Por:Daniela Canha e Sá

Sem comentários:

Enviar um comentário