A
obesidade mórbida altera níveis de hormonas sexuais
A
obesidade de grande porte, com índice de massa corporal acima de
40kg/m², é prejudicial para a fertilidade masculina. O obeso
mórbido pode conservar a capacidade erétil, pode ter libido normal,
mas tanto o teor de hormônio masculino quanto a quantidade de
espermatozóides podem estar em níveis baixos. Isso leva o obeso a
ser considerado como relativamente infértil.
Mecanismo
da infertilidade do obeso mórbido
A
secreção de testosterona é realizada por um grupo de células
especializadas do testículo, chamadas de células de Leydig. Estas
sob influência das hormonas da hipófise (LH e FSH) são estimuladas
a secretar testosterona. Por outro lado, as hormonas da hipófise são
essenciais para o estímulo de células germinativas culminando em
reserva normal de espermatozóides.
Para
a fertilidade masculina há necessidade de que o número de
espermatozóides a cada ejaculação atinja valores ideais. A
testosterona também estimula a espermatogénese além de manter
intacta a libido (desejo sexual) e o mecanismo de ereção. No
entanto pequena porção da testosterona é transformada numa hormona
feminina (estradiol) em condições normais. Tal fenómeno é
realizado por uma enzima chamada aromatase. Quando o homem chega a
peso muito acima do normal, acima de 140-160 quilos, e índice de
massa corporal maior do que 40kg/m², elevam-se os níveis desta
enzima aromatase.
Consequentemente
maior quantidade de testosterona é transformada em estradiol. E
assim, o excesso de estradiol irá bloquear a hipófise (diminuem os
estímulos para o testículo produzir testosterona e
espermatozóides). Além disso, o excesso de estradiol pode induzir
aumento de mamas, reduzir a libido, causar disfunção erétil e
infertilidade.
O
tratamento da infertilidade do obeso
É
óbvio que o primeiro passo a ser dado seria a redução de peso por
métodos clínicos (dieta hipocalórica, medicações apropriadas,
exercícios aeróbicos) ou por opção a métodos cirúrgicos
(cirurgia para redução de peso). Além disso, o médico pode usar
medicamento que inibe a tal enzima chamada aromatase.
Este
medicamento (anastrazol) bloqueando a aromatase irá impedir a
conversão de testosterona em estradiol. Com a
queda do estradiol a hipófise volta a funcionar produzindo LH e FSH,
hormonas que estimulam os testículos a produzirem espermatozóides
e testosterona. Em poucos meses, mesmo com perda de peso modesta de
10 a 20kg a nova configuração hormonal de queda de estradiol e
maior secreção de testosterona irá restaurar o vigor
masculino e maior produção de espermatozóides.
Fonte:
http://veja.abril.com.br/blog/nutricao-homo-obesus/obesidade/obesidade-morbida-e-infertilidade-masculina/
Imagem:
http://www.brasilesaude.com.br/reposicao-hormonal/
Análise:
Depois
de lido o artigo supra-mencionado, compreende-se que, em homens com
excesso de peso, a manifestação e desenvolvimento dos caracteres sexuais
secundários masculinos se desenvolvam mal, até mesmo a não se
desenvolverem completamente, dando origem ao crescimento dos seios e até
de acordo com outras fontes, é natural os níveis de testosterona
diminuírem com a idade, mas num obeso de qualquer idade, a perda de
testosterona é semelhante à que seria perdida se fosse dez anos mais
velho e fisicamente saudável. A título de curiosidade, nas adolescentes
com excesso de peso acontece exactamente o oposto: os seus níveis de
testosterona aumentam duas a nove vezes o esperado.

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