Toda a vida humana começa, pelo menos até agora, da junção de duas partes complementares dos sexos opostos. Essas células sexuais, os gâmetas, são fundamentais para o começo de toda a vida racional que se conhece. No entanto, se houver algum distúrbio a nível da regulação dos mecanismos que formam, desenvolvem e preparam as células para serem gâmetas, a fecundação torna-se difícil de suceder ou até impossível.

sábado, 8 de dezembro de 2012

Ginecomastia


 "O que é ginecomastia?
A ginecomastia é o desenvolvimento de glândulas mamárias excessivamente grandes em homens, resultando no aumento do peito, que algumas vezes pode provocar a secreção de leite (galactorreia). Em adolescentes a ginecomastia é geralmente fonte de desconforto psicológico, porém na grande maioria dos rapazes a ginecomastia é decorrente de obesidade e o desenvolvimento das mamas diminui ou desaparece passados alguns anos. 
 As causas da ginecomastia comum são incertas, porém ela é geralmente atribuída ao desequilíbrio de hormonas sexuais. A proeminência da mama pode resultar em hipertrofia do tecido do peito e adiposidade na região, sendo tipicamente uma combinação dos dois.
A proeminência da mama causada somente pelo excesso de tecido adiposo é geralmente chamado de lipomastia.

Causas da ginecomastia:
Muitos casos de ginecomastia são idiopáticos, o que significa que não têm causa clara. Causas patológicas potenciais da ginecomastia são:

* medicamentos incluindo hormonas, 
* elevação no estrogênio sérico, 
* diminuição na produção de testosterona, 
* defeitos no receptor de andrógenos,
* doença crônica nos rins, 
* doença crônica no fígado, 
* SIDA e outras doenças crônicas.

 Medicamentos causam 10-20% dos casos de ginecomastia em adultos. Alguns agem diretamente no tecido da mama, enquanto outros ocasionam o aumento na secreção de prolactina. Androstenediona, usada muitas vezes como doping para aumento de massa corporal, pode ocasionar aumento da mama decorrente do excesso da atividade do estrogênio. 
 Medicamentos usados no tratamento do cancro da próstata também podem causar ginecomastia.
 A elevação nos níveis de estrogénio pode ocorrer em certos tipos de tumores nos testículos e em pessoas com hipertiroidismo. Certos tumores adrenais causam elevados níveis de androstenediona que é convertida em uma forma de estrogénio. Outros tumores que secretam HCG também podem elevar os níveis de estrogénio.
A diminuição na limpeza do estrogénio pode ocorrer quando há doenças no fígado, e isso pode
causar ginecomastia quando há cirrose hepática. Obesidade também tende a aumentar os níveis de estrogénio. Diminuição na produção de testosterona pode ocorrer quando há problemas congênitos ou adquiridos nos testículos. Doenças no hipotálamo ou pituitárias também podem resultar em pouca produção de testosterona. Abuso de esteróides anabolizantes tem efeitos similares.

Tratamento da ginecomastia:

O tratamento da causa por trás da ginecomastia pode ocasionar melhoras na condição. Pacientes devem conversar com o médico para rever toda a medicação que possa causar ginecomastia. Atenção endocrinológica pode ajudar durante os primeiros 2-3 anos. Porém, depois desse período, o tecido da mama tende a permanecer e endurecer, tornando cirurgia a única opção para eliminação da ginecomastia."


 A ginecomastia é uma doença que afecta o sexo masculino sendo vista como resultado de um distúrbio hormonal.
 O excesso do estrogénio provoca alterações na estrutura mamária do homem assemelhando-a à da mulher. A causa do excesso desta hormona pode ser atribuída a medicamentos que alteram os níveis das hormonas no sistema endócrino causando um défice de testosterona e um aumento na produção de estrogénio, algumas doenças como o cancro da próstata ou tumores também podem interferir no funcionamento do sistema endócrino alterando a produção das hormonas, outra condição que afecta a elevada produção de estrogénio é a obesidade que se verifica principalmente nas crianças e nos homens adultos, além disso doenças gongênitas ou adequiridas nos testiculos também interferem na elevada produção de estrogénios.
 Esta doença acarreta principalmente problemas com a autoestima sendo a cirurgia o tratamento mais eficaz desta.

Por: Tamara Burlaka

O Abuso de Anabolizantes



"Não é de hoje que alguns atletas usam anabolizantes com o objetivo de melhorar a performance, mas foi nos últimos dez anos que o abuso dos esteróides se divulgou entre praticantes de desporto que pretendem unicamente melhorar a aparência física.
Quando andrógenos são ingeridos ou injetados na corrente sanguínea, ao passar pelo fígado, a testosterona é metabolizada e tornada inerte. Para impedir essa inativação surgiram no mercado adesivos transdérmicos, cápsulas de liberação prolongada e preparações contendo modificações estruturais na fórmula da testosterona.
Doses fisiológicas de testosterona e seus derivados, como aquelas administradas em homens com hipogonadismo (insuficiência de produção de testosterona), não exercem efeitos indesejáveis em homens normais. Por isso, quem abusa de anabolizantes é obrigado a aumentar e escalar as doses para obter o efeito desejado – exatamente como o fazem os usuários de outras drogas.
Doses mais altas de testosterona estimulam a síntese de proteínas e aumentam a massa muscular, porque a hormona se liga a receptores específicos localizados nas fibras musculares. Dosagens mais elevadas provocam ainda euforia e resistência à fadiga, facilitando a realização de exercícios mais vigorosos que colaboram decisivamente para hipertrofiar a musculatura.
Alguns estudos mostram que o exercício físico é muito importante para o ganho de massa muscular se for associado ao uso de anabolizantes. Estes, quando administrados a sedentários, provocam aumentos bem mais discretos.
O abuso de anabolizantes provoca distúrbios comportamentais, edócrinos, cardiovasculares, hepáticos e musculoesqueléticos.
* Comportamentais : são frequentes as queixas de agressividade, irritabilidade, agitação motora e aumento ou diminuiçãodo desejo sexual. Síndromes psiquiátricas como transtorno bipolar, síndrome do pânico e depressivos podem surgir devido ao uso de doses elevadas.
* Endócrinos : é comum aparecerem lesões dermatológicas típicas de acne - principalmente na face, atrofia dos testículos, impotência sexual, diminuição do número e da mobilidade dos espermatozóides, redução do volume de esperma ejaculado, e alterações na tolerância à glicose que podem desencadear quadros de diabetes em indivíduos predipostos.
* Cardiovasculares : aumento da pressão arterial. Alteração no metabolismo que podem levar a aumento do risco de doenças cardiovasculares: aumento do colesterol.
* Hepáticos: elevação das enzimas do fígado e, mais raramente, cancro do fígado.
* Musculoesqueléticos : lesões osteomusculares por solicitação exagerada e interrupção do crescimento dos ossos. “

Fonte : http://drauziovarella.com.br/dependencia-quimica/abuso-de-anabolizantes/


Como foi referido no artigo anterior os esteróides anabolizantes são hormonas  sínteticas que imitam a hormana testosterona.  A testosterona tem efeitos muito importantes no organismo humano. O uso de anabolizantes aumentou nos últimos anos, esses são utilizados no tratamento de algumas doenças, porém a maior parte das pessoas que usam são aquelas que estão interessadas em esculpir o seu corpo, privigiliando os músculos. Devido ao uso de anbolizantes sem prescrição médica e em exagero pode provocar problemas graves de saúde e pode provocar  mesmo a morte, infelizmente devido a falta de informação as pessoas continuam a usar tornando-se dependentes. Como foi referido no artigo a sua utilização incorreta pode provocar efeitos secundários como por exemplo alteração no metabolismo, problemas renais e psicológicos, cardiovasculares, entre outros. E ainda o abuso de anabolizantes pode influenciar negativamente o processo da espematogenese, produzindo menos espermatozoides com menos mobilidade,  devido aos desequilibrios hormonais.
                                                                                                                                                                                                                       
                                                    
    Por: Cristina Burdujan
   

domingo, 2 de dezembro de 2012

Tratamentos para o cancro da prostáta

"Existem vários tipos de tratamentos possíveis para o câncer de próstata. A radioterapia pode ser utilizada para tratar o câncer de próstata, sem metástases distantes. Neste caso a radiação pode ser aplicada com um aparelho através de implantes radioativos que são inseridos na próstata.
Outra alternativa de tratamento para o câncer de próstata é induzir a diminuição da produção de hormônio masculino. Como muitos cânceres de próstata dependem do nível de testosterona do indivíduo, os tratamentos que bloqueiam os efeitos deste hormônio podem tornar o crescimento dos tumores mais lento.
A remoção dos testículos também reduz bastante o nível da testosterona, e não exige tratamentos repetidos,sendo também uma alternativa mais barata e eficiente para tratamento do câncer da próstata.”

Comentário:
Com a publicação acima referida foi-nos evidenciado várias táticas de tratamento do cancro da próstata, entre elas a diminuição da hormona masculina, testosterona. Apesar de ser menos conhecida que a radioterapia e que a quimioterapia, esta é também uma forma capaz de ajudar a ultrapassar a doença nos casos em que seja necessário que haja um baixo nível da hormona referida, pois a testosterona liga-se a um recetor da membrana das células e estimula o crescimento do tumor, sendo assim necessário a diminuição desta, fazendo com que as células de Leydig diminuam a sua produção, bloqueando assim a interação com o tumor.
Outra saída é também a castração, pois uma vez feita a remoção dos testículos a hormona irá ter uma redução considerável, ajudando no tratamento desta doença que, cada vez mais é um motivo de preocupação por parte da população masculina.

Por: Daniela Catarino